A Covid-19 é “uma oportunidade”, afirmam os educadores africanos num importante inquérito


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  • 8th April 2021

A Covid-19 é “uma oportunidade”, afirmam os educadores africanos num importante inquérito

Cinquenta por cento dos professores, formadores e especialistas em tecnologias da educação africanos que foram inquiridos consideram que a pandemia da Covid-19 vai acabar por ser uma oportunidade “significativa” ou “muito significativa” para a educação em África.

Os resultados do inquérito, divulgado hoje pela eLearning Africa e pela EdTech Hub, revelam que muitos educadores africanos encaram o futuro como uma oportunidade. Acreditam que a Covid-19 serviu para “abrir os olhos” e vai encorajar uma maior utilização de aprendizagem mista e novas formas de educação e formação assistida pela tecnologia nas escolas e universidades do continente.

O inquérito ‘O efeito da Pandemia da Covid-19 na Educação em África’ baseia-se em entrevistas a mais de 1600 profissionais ligado à educação e à tecnologia de todo o continente africano. Foi-lhes pedido que falassem da sua experiência com a pandemia da Covid-19 e suas implicações. 85 por cento dos inquiridos consideram que a utilização da tecnologia vai estar mais disseminada em resultado da crise. Uma vez que a União Africana, entre outros, considera que a tecnologia é crucial para a rápida expansão da educação e, consequentemente, para o futuro crescimento económico, estas são, sem dúvida, boas notícias.

Uma das inquiridas, a Joice, que trabalhou em tecnologia e educação mais de 20 anos e acredita no “papel fundamental na sociedade” desempenhado pelas tecnologias da educação, afirma: “Perante esta pandemia, temos a oportunidade de melhorar as utilizações e os acessos às tecnologias que visam a aprendizagem, num momento em que alunos e professores podem ser protagonistas de um novo modelo de educação.”

A Isso, do Burquina Faso, professora, acredita que é precisamente a dificuldade da actual crise que vai acabar por gerar verdadeiros benefícios a longo prazo: “Com a Covid-19 a tornar-se um problema mundial sem solução viável, o mundo todo acaba por estar envolvido na busca de soluções para a sua própria sobrevivência e isto conduzirá a criatividade, novas ideias e novas oportunidades e, parcialmente, evolução.”

E do sector da indústria, o Sisu, do Zimbabué, responsável por planeamento, diz: “Esta é a oportunidade de uma evolução a longo prazo no sistema educativo.”

Contudo, o inquérito também revelou uma considerável preocupação quanto ao agravar da divisão digital e ao aumento das desigualdades entre os estudantes por existir um acesso desigual à tecnologia. Os inquiridos sentem que há uma grande probabilidade de os estudantes das comunidades rurais ficarem em desvantagem por terem menos acesso à tecnologia. Também sentem que a conectividade constitui um grande obstáculo por poder prejudicar o desenvolvimento de mais aprendizagem assistida pela tecnologia, em particular se estiver indisponível ou tiver um preço elevado.

De um modo geral, os inquiridos informaram que o encerramento das escolas se verificou em todo o continente (95 por cento disseram que todas as escolas nos seus países foram obrigadas a encerrar) e, ainda que isto tenha tido muitas consequências negativas, 92 por cento afirmaram que consideraram o encerramento essencial. Todavia, o inquérito revelou que não foi recebido apoio financeiro para aquisição de ferramentas que ajudassem a dar continuidade ao ensino durante a crise e as pessoas sentiram que não tinham preparação suficiente para se adaptarem às exigências da aprendizagem à distância.

O inquérito também apontou para a eficácia de diferentes tecnologias em diferentes níveis, com a televisão e a rádio consideradas como um bom recurso no ensino primário e a aprendizagem online no secundário.

Rebecca Stromeyer, directora da eLearning, afirmou que o inquérito revelou “vários indícios de ingenuidade e inovação a todos os níveis em muitos países” na resposta à crise.

“A crise tem sido um autêntico desafio para África, mas a situação tem estado bem longe da catástrofe que se antevia. Os africanos recorreram às tecnologias disponíveis para continuarem a ensinar e a aprender. As pessoas aprenderam com a crise e, agora, sabem que a tecnologia é fundamental para a educação.”

Para descarregar o inquérito, vá a https://www.elearning-africa.com/conference/ressources/pdfs/surveys/The_effect_of_Covid-19_on_Education_in_Africa_pt.pdf .

Pra mais informações sobre a eLearning Africa, visite www.elearning-africa.com ou entre em contacto através do info@elearning-africa.com.

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